Mesa-redonda 1: Campos independentes: coletivos, ativistas e comunidades digitais/Sobre o tema
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Palestrantes: Lucas Bambozzi, Patrícia Canetti, Christine Mello e Ricardo Rosas; Debatedores: Dora Longo Bahia, Solange Farkas, Kátia Maciel, Lígia Nobre, Gilbertto Prado; Moderador: Miguel Chaia. Auditório 3. A
partir do fenômeno da infoeconomia, da infopolítica e da infoarte,
emerge a cultura da conectividade. Um dos sintomas, decorrente da idéia
de padrões artísticos postos aos pedaços na contemporaneidade,
manifesta-se pela presença de campos independentes.
O entrecruzamento da idéia da reprodutibilidade técnica da arte
(Benjamin) com os revolucionários saltos tecnológicos engendram novas
formas de sociabilidade baseadas em uma nova subjetividade de olhar
maquinico (Guatari e Virílio). Percebe-se, assim, uma reunificação
entre indivíduo e coletividade, que fortalece uma unidade perdida com a
modernidade: um novo circuito se instala, no qual o papel dos
produtores, artistas, curadores e fruidores se mescla, esgarçando
fronteiras.
O novo fluxo de interpendências e imbricamentos se instaura no campo da arte permitindo a formação de grupos coletivos, ativistas e de comunidades digitais que, num primeiro momento, produzem para a usufruição de pequenos grupos, com tal potência de comunicação que, num segundo momento, o imediato acesso às ruas torna-se facilitado. A idéia de massa é preterida em favor da idéia de multidão sujeito temporário – que pode ser recortado em função da vida em rede e do ativismo artístico. |
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